07 agosto, 2015
























Torci pro meu corpo
ornar com as linhas das dobras do seu lençol.
Bronca em fim de madrugada decidiu nossa aflição.
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Me contaram o milagre antes do santo.
Vigia enrustido, teto em cima da cama.
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Vómito de boi banhou minhas cercas e jardim. 
Terra de longe craquelada em mãos úmidas.
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Trepadeira sem flor.
Toque de inverno doce.
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Sobraram em mim algumas lascas do seu tempo.
Em pernas inchadas.
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Traduzo em choro a voz que não quer sair.





Lançamento Primeiro Livro de Artista Mag Magrela 
selo Monstrobooks 1° edição, 40 exemplares | São Paulo | Brasil | 2015
Gratidão Instituto Chão e banda Zé Pereira

Canvas: "fogueirou o cativeiro. ousado aquele que cruzar seu caminho."
técnica mista s/ canvas | 2015

"Impasse meu. Na ponta da língua o destino dela." | 2015

Cerâmica e Escultura: Parceria Atelie Muriqui | 2015

Entrevista Site Revista TPM | 2015








13 julho, 2015
























Hoje dei de musa na sua paisagem.
Virei colar de cobra descansando em pedra bruta.

Depois da febre do surto dado.
 Nada se ouvia.
Carente em pó de melancolia.

Ahhhh, se você me maravilhasse.
Eu jamais me esconderia.

Frases inteiras se perdem na ponta da língua.
Se eu falasse o que aconteceria? Iria?
Rubro rosto pele estica. Rígida.


Estou com você quando levanta cheiro de ausência minha.




Graffiti: X semana Fernando Furlanetto | São João da Boa Vista, SP, Brasil | 2015
Graffiti: "entorto pra caber nesse tanto seu que eu não sou" | Virada Feminista | CCJ | São Paulo | Brasil | 2015
Graffiti: Mulataria | Mag e Tikka | Carrão, zona leste | São Paulo | 2015
Canvas: "Carvão. Quando a chama se apaga" | técnica mista s/ canvas | 2015
Lamb: Mulataria | divulgação | São Paulo | 2015

10 junho, 2015















Não tiramos retratos,
Com medo que roubassem a alma.
Um silêncio na rua.
Pulos na cama.
Beijos roubados.
Gavetas abertas.
Rotina ingrata.
Mata. Mata aos poucos.
Afunda esse risco salgado que dividi nosso rosto.
Cansado.
Saudade emudeceu o corpo.
Nem fizemos ruído no fim.